A programação da IV Bienal Nacional do Livro de Natal, que ocorrerá de 31 de maio a 9 de junho, no Centro de Convenções, dedicará atenção especial ao público infanto-juvenil. Além do concurso literário “O Conto que Conto”, voltado para alunos na faixa etária entre 12 e 16 anos, da oficina de quadrinhos e da Arena Jovem, que abordará a obra dos novos autores, a Bienal está trazendo a Natal o escritor Pedro Bandeira.
Ele é considerado o autor de Literatura Juvenil mais vendido no Brasil e em mais de 35 anos dedicados à literatura, recebeu diversos prêmios de destaque, como o Jabuti e o Adolfo Aizen. Entre suas obras, destacam-se “Por enquanto eu sou pequeno”, “Cavalgando o arco-íris”, “As cores de Laurinha”, “Mais respeito, eu sou criança”, “Obrigado, mamãe”, “Coração de Criança”, “É proibido miar”, “Malasaventuras”, “O fantástico mistério de Feiurinha” e “O mistério da fábrica de livros”.
Pedro Bandeira (de Luna Filho) nasceu em Santos-SP, em 1942. Além de professor, foi ator, diretor e cenógrafo. Trabalhou na área de jornalismo e publicidade. O primeiro livro que escreveu, "O dinossauro que fazia au-au", voltado para as crianças, fez um grande sucesso. Mas foi com "A Droga da Obediência", voltado para adolescentes - que ele considera seu público alvo - que alcançou a consagração. O livro já vendeu mais de um milhão de exemplares.
Ele conta que a experiência em jornais e revistas o ajudou como escritor, uma vez que o jornalista é obrigado a estar preparado para escrever sobre quase tudo. "Eu fazia de tudo: escrevia para revista de adolescente e para publicações técnicas. Fui aprendendo a criar um estilo para cada público. Também fui estudar psicologia e educação para entender em que faixa etária a criança acha o pai herói, com qual idade acha ele um idiota e quando está pronta para questionar tudo e todos. Sem esse conhecimento é impossível criar um personagem com o qual o leitor que você pretende atingir se identifique”.
A inspiração para cada história, segundo o autor, vinha de livros que leu e nos acontecimentos de sua própria vida. Criatividade nunca faltou ao santista, mas quando isso acontece, Pedro abre o e-mail de seu computador e começa a ler as mais de 300 mensagens e cartas que recebe semanalmente de seus leitores de todo Brasil.