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Clipping - Tribuna do Norte
17.05.07

COLUNA DE WODEN MADRUGA

 

Das traições bem intencionadas

Entre os lançamentos programados para a Bienal Nacional do Livro de Natal, que será aberta no dia 31 de maio, está incluída uma segunda edição de “113 Traições Bem-intencionadas”, livro  do poeta Luís Carlos Guimarães. A primeira edição é de 1997, lá se vão 10 anos. Na contracapa, escreveu Nei Leandro de Castro que Lula revelou-se “um dos melhores tradutores de poesia no país”. O livro é o resultado de sete anos de árduo trabalho que Luís Carlos dedicou, de alma inteira, na tradução de mais de quarenta poetas latino-americanos, entre eles argentinos, mexicanos, chilenos, equatorianos, cubanos, uruguaios, colombianos e até boliviano. Isso sem falar em Rimbaud que Lula, atravessando o Atlântico,  incorporou à sua seleção.

Do poeta francês, foram traduzidos cinco poemas: “Nas noites de setembro, à margem do caminho/ Sentado, sentia o orvalho, como vinho/ que revigora, na minha fronte de eleito. // Quantas rimas tirei das sombras fantásticas, / Tendo como liras as linhas elásticas/ Dos sapatos feridos, um pé contra o peito.” (do poema Minha Boêmia).

A reedição de “113 Traições Bem-intencionadas” é da Edufrn - Editora da UFRN, que também selou a primeira edição e que tinha capa de Nei Leandro de Castro.

Do poeta argentino Manuel J.Castilla, Luís Carlos traduziu “Água de Lluvia” que passou a se chamar “Amantes sob a chuva”: Tem versos assim: “Vós que amais sob a chuva,/ vós, doces amantes/ cegos de amor, quase doentes,/ afundados em vosso sonho/ como num pântano de lírios/ afirmais a eternidade da beleza. // Que belo é que não ouçais/ o canto dos pássaros entre as folhas sobre vossas cabeças/ e que a chuva seja em vossa alucinação/ apenas uma água de estrelas.”

O lançamento será no dia 5 de junho.